Preta, eu sei
Eu sei que você não gostava muito de se olhar no espelho
Sei que seu cabelo era um problema
Preta, eu sei
Eu sei que a professora não tocava sua cabeça como a das outras meninas
Eu sei que você não tocava nos seus fios
Eu sei da dor que era desembaraçar
Eu sei também que vieram os apelidos
Eu sei que seu desejo era acabar com aquilo
Eu sei que nenhuma boneca sua se parecia com você
Ou nenhuma estrela de tv
Eu sei que você se achava menos bonita
Eu sei o que você fez pra escapar disso tudo
Você relaxou, não foi? Você alisou...
Você puxou, você esticou
Eu tava lá, preta... eu vi
Você se desenhou branca? Você sonhou com você tendo outro cabelo e outra pele?
Tava imposto, não tinha jeito
Você fingia ser outra pra alcançar respeito
Eu sei preta, que você se viu na outra preta que passou
Com seu cabelo solto, cheio de crespura e amor
Eu sei que você se viu
Eu sei, preta... você tem medo, né?
Você acha que seu cabelo não é digno de respeito
Você tem medo dos olhares e das reações
Mas preta, deixa eu te contar
Beleza maior em você, irá encontrar
Você nunca se sentiu completa com aquelas máscaras, não é verdade?
Você vai viver a beleza de ser você
Vai ver, vai gostar
Vai voltar pra me contar
Vem preta, solta esse cabelo
Olhe suas irmãs e veja quanto espelho
Descobriu seu poder?
Ninguém nunca mais vai te dizer
Quem você tem que ser.
Bruna de Paula.
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segunda-feira, 7 de julho de 2014
sexta-feira, 13 de junho de 2014
O que cabelo tem a ver com racismo?
Hoje me deparei com o seguinte comentário nessa rede social de meu Deus: "O que tem a ver racismo com mandar a Blue Ivy pentear o cabelo?"
Bom, vamos por partes né? Embora muita gente não saiba (nem sei se ela sabe), mas a Beyoncé é negra (OOOHHH). Sério, ela não é moreninha, café com leite, queimadinha, mulata e outros eufemismos que vocês acham interessante usar porque acham que é muito pesado dizer que uma pessoa é de fato NEGRA. Jay Z também, mas isso ninguém discute porque a negritude dele é indisfarçável.
Logo, Blue Ivy nasceu com cabelos crespos... cabelos esses que crescem pra cima e acreditem não há nada de monstruoso nisso.
Querer submeter um bebê a padrões estéticos eurocêntricos é querer que ela esconda suas origens, porque essas são aparentemente não convencionais e não encontro outra palavra pra definir que não seja racismo.
Uma amiga em um post do seu Blog Reapresentando Cores usou um termo interessante: "Ativismo de Cabelo". Muita gente pode não entender a necessidade de estarmos o tempo todo afirmando que cabelos crespos não necessitam ser "domados", não estamos carregando nenhum animal raivoso em nossas cabeças (às vezes eu queria que ele fosse pra abocanhar pessoas que acham certo criar uma petição online para pedir que uma criança de 2 anos penteie seu cabelo). Falaram para "pentear para baixo", "prender com um arquinho". Bom, vou contar pra vocês a realidade de uma criança de cabelo crespo, vou contar a realidade que graças a Deus não é a da Blue, caso fosse não causaria tanto incômodo. Nossas mães na tentativa de deixar com a aparência que determinaram como "boa", penteavam nossos cabelos muitas vezes a seco, causando uma tremenda dor, desembaraçavam e prendiam todo pra trás, nossos olhos chegavam a ficar puxados. Mas okay, nosso crespo socialmente inaceitável, estava domado, era o que esperavam da gente até que chegasse uma idade onde finalmente poderíamos fazer usos de químicas altamente corrosivas, ferros quentes e assim tentassem embranquecer nossos traços.
Recebo mensagens de amigas professoras falando que cada vez mais cedo percebem que as mães buscam procedimentos químicos para alisarem ou relaxarem os cabelos de suas crianças. Eu acho um ato criminoso, porque além de fazer mal a saúde, faz mal a identidade. Essa criança vai crescer entendendo que alisar é o procedimento padrão, que é tão natural quanto se alimentar. Por isso muita gente não considera racismo falar de cabelo, diz que é questão de gosto. Não é estranho ser senso comum considerar justamente um determinado tipo de cabelo como ruim? Não é estranho que o bom seja aquilo que seja mais próximo de uma característica branca?
Sabemos que a população negra enfrentam vários outros desafios sociais, que muitos consideram essa questão de cabelo como secundária ou como algo que nem há necessidade de ser abordado. Mas o corpo é aquilo que somos e essa relação precisa ser bem desenvolvida. O racismo desumaniza, nos faz criar rejeição pelo nosso próprio corpo. Os padrões de beleza cerceiam a liberdade a ponto de atingir uma criança que não deve ter preocupação com cabelo ou qualquer outra coisa. Que mais mães tenham consciência de que o cabelo tem forte significado na construção da identidade da pessoa negra. Que ninguém mais tenha que se envergonhar pelo seu corpo livre de padrões.
E sim, seremos ativistas de cabelo enquanto for necessário.
Bruna de Paula Pereira
Bom, vamos por partes né? Embora muita gente não saiba (nem sei se ela sabe), mas a Beyoncé é negra (OOOHHH). Sério, ela não é moreninha, café com leite, queimadinha, mulata e outros eufemismos que vocês acham interessante usar porque acham que é muito pesado dizer que uma pessoa é de fato NEGRA. Jay Z também, mas isso ninguém discute porque a negritude dele é indisfarçável.
Logo, Blue Ivy nasceu com cabelos crespos... cabelos esses que crescem pra cima e acreditem não há nada de monstruoso nisso.
Querer submeter um bebê a padrões estéticos eurocêntricos é querer que ela esconda suas origens, porque essas são aparentemente não convencionais e não encontro outra palavra pra definir que não seja racismo.
Uma amiga em um post do seu Blog Reapresentando Cores usou um termo interessante: "Ativismo de Cabelo". Muita gente pode não entender a necessidade de estarmos o tempo todo afirmando que cabelos crespos não necessitam ser "domados", não estamos carregando nenhum animal raivoso em nossas cabeças (às vezes eu queria que ele fosse pra abocanhar pessoas que acham certo criar uma petição online para pedir que uma criança de 2 anos penteie seu cabelo). Falaram para "pentear para baixo", "prender com um arquinho". Bom, vou contar pra vocês a realidade de uma criança de cabelo crespo, vou contar a realidade que graças a Deus não é a da Blue, caso fosse não causaria tanto incômodo. Nossas mães na tentativa de deixar com a aparência que determinaram como "boa", penteavam nossos cabelos muitas vezes a seco, causando uma tremenda dor, desembaraçavam e prendiam todo pra trás, nossos olhos chegavam a ficar puxados. Mas okay, nosso crespo socialmente inaceitável, estava domado, era o que esperavam da gente até que chegasse uma idade onde finalmente poderíamos fazer usos de químicas altamente corrosivas, ferros quentes e assim tentassem embranquecer nossos traços.
Recebo mensagens de amigas professoras falando que cada vez mais cedo percebem que as mães buscam procedimentos químicos para alisarem ou relaxarem os cabelos de suas crianças. Eu acho um ato criminoso, porque além de fazer mal a saúde, faz mal a identidade. Essa criança vai crescer entendendo que alisar é o procedimento padrão, que é tão natural quanto se alimentar. Por isso muita gente não considera racismo falar de cabelo, diz que é questão de gosto. Não é estranho ser senso comum considerar justamente um determinado tipo de cabelo como ruim? Não é estranho que o bom seja aquilo que seja mais próximo de uma característica branca?
Sabemos que a população negra enfrentam vários outros desafios sociais, que muitos consideram essa questão de cabelo como secundária ou como algo que nem há necessidade de ser abordado. Mas o corpo é aquilo que somos e essa relação precisa ser bem desenvolvida. O racismo desumaniza, nos faz criar rejeição pelo nosso próprio corpo. Os padrões de beleza cerceiam a liberdade a ponto de atingir uma criança que não deve ter preocupação com cabelo ou qualquer outra coisa. Que mais mães tenham consciência de que o cabelo tem forte significado na construção da identidade da pessoa negra. Que ninguém mais tenha que se envergonhar pelo seu corpo livre de padrões.
E sim, seremos ativistas de cabelo enquanto for necessário.
Bruna de Paula Pereira
domingo, 6 de abril de 2014
Eu escolhi encrespar
Os ferros não aprisionaram meu corpo
Mas foram utilizados para alisar minhas raízes
Raízes desconhecidas, desconsideradas
Isso afetou minha auto estima durante anos
Eu não alcançava nunca a imagem desejada
A imagem da mulher que eu via no outdoor
Seus cabelos eram lisos, compridos e esvoaçantes
Quando eu dormia durante a noite, conseguia me ver em meus sonhos
Era eu, mas minha cor era clara, meus cabelos eram compridos, eu trabalhava em empresas como as moças nas novelas.
Não tinha negra na empresa da empresa, não senhor
A negra estava servindo uísque pro doutor
Nas rodinhas na escola, todo mundo escolhia a princesa que se identificava, minhas coleguinhas diziam que não tinha princesa da minha cor, que eu parecia mais com a bruxa da Pequena sereia
O tempo passou, e eu alisando...anos... alisaaando...
Ficava feliz em véspera de festa, eu iria ao salão, a escova ficava muito mais bonita lá
Triste era ter que lavar o cabelo
E assim fui seguindo, não entendia por que não me sentia parte de mim, nem de ninguém
Meu cabelo nunca seria comprido, de 6 em 6 meses eu tinha cortes químicos, ele nunca seria liso
Minhas tias falavam "coloca implante, é muito mais prático"
Mas eu imaginava: e no dia que faltar dinheiro pra manutenção? Não vou querer sair na rua...
Eu não estaria sendo eu, eu não seria ninguém
Um dia a raiz fofa e alta foi o prenuncio de um novo tempo
No corte da tesoura, senti uma força tomar conta de mim
Eu era Sansão ao contrário
Mas foram utilizados para alisar minhas raízes
Raízes desconhecidas, desconsideradas
Isso afetou minha auto estima durante anos
Eu não alcançava nunca a imagem desejada
A imagem da mulher que eu via no outdoor
Seus cabelos eram lisos, compridos e esvoaçantes
Quando eu dormia durante a noite, conseguia me ver em meus sonhos
Era eu, mas minha cor era clara, meus cabelos eram compridos, eu trabalhava em empresas como as moças nas novelas.
Não tinha negra na empresa da empresa, não senhor
A negra estava servindo uísque pro doutor
Nas rodinhas na escola, todo mundo escolhia a princesa que se identificava, minhas coleguinhas diziam que não tinha princesa da minha cor, que eu parecia mais com a bruxa da Pequena sereia
O tempo passou, e eu alisando...anos... alisaaando...
Ficava feliz em véspera de festa, eu iria ao salão, a escova ficava muito mais bonita lá
Triste era ter que lavar o cabelo
E assim fui seguindo, não entendia por que não me sentia parte de mim, nem de ninguém
Meu cabelo nunca seria comprido, de 6 em 6 meses eu tinha cortes químicos, ele nunca seria liso
Minhas tias falavam "coloca implante, é muito mais prático"
Mas eu imaginava: e no dia que faltar dinheiro pra manutenção? Não vou querer sair na rua...
Eu não estaria sendo eu, eu não seria ninguém
Um dia a raiz fofa e alta foi o prenuncio de um novo tempo
No corte da tesoura, senti uma força tomar conta de mim
Eu era Sansão ao contrário
Meu pescoço se ergueu, minha vida se encheu de cor
Passei a enxergar minha cor
No encontro com minhas iguais, me vi cercada de espelhos
Encontrei gente que estava na mesma estrada que a minha e eu não as tinha reconhecido
A nossa história foi marcada por silêncio e invisibilidade
Mas nós estamos aqui, pra contar a história para quem quiser ouvir
Em cada contorno, em cada fio, uma palavra, uma página
Meu corpo carrega um conto que ninguém contou
Tá escrito aqui a trajetória de sucesso em busca da identidade
Me amo em cada traço
Faço da minha vida resistência e poesia
Me percebo em mim, me percebo nas minhas irmãs e estamos aqui pela força da coletividade
Eu escolhi encrespar
Por: Bruna de Paula Pereira
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domingo, 27 de outubro de 2013
Projeto Sarará Crioulo- Meu cabelo não se define
Olá, queridos!
Toda semana aqui no blog, seremos presenteados com uma postagem do Projeto Sarará Crioulo. Meus sararás e crioulos mais lindos do facebook toda semana irão me mandar fotos com um tema determinado.O tema da semana é: Meu cabelo não se define. O projeto Sarará Crioulo tem a intenção de mostrar aquela gente linda que não está estampada nas capas de revistas. Mas como aqui no nosso blog, o conteúdo "é nós", vamos apresentar sem mais delongas esse povo lindo que se encontra no grupo: "Sarará Crioulo" no facebook.
Tema: Meu cabelo não se define
Poderíamos aqui ficar definindo o que ele significa ou correndo atrás de definição de cachos em cabelos tão singulares. Mas o nosso crespo, não se define.
Paula Miguel
"Sou herdeira de Zumbi, nasci no meio dos cafezais ou dentro de algum navio negreiro, ou até mesmo dentro de uma senzala. Talvez seja filha de algum senhor de engenho, ou de um ser humano acorrentado cheio de marcas de chibatadas pelo corpo. Não trago marcas físicas da escravidão a não ser minha raça, minha herança. Em meu corpo trago muito mais do que uma sensualidade arraigada ao negro, trago meus cabelos crespos que contam uma grande história, que são também um movimento político contra uma sociedade que sempre me escravizou com seus produtos e seus modismos, trago passos de um povo que lutou e sustentou um país, trago minha negritude, negritude, negritude!!!"Raíssa Campos
"Então, gente, meu cabelo é 4-alguma coisa (desisti de tentar classificar rs) e tem uma enooooorme dificuldade em definir, embora eu já tenha tentado praticamente todas as técnicas destinadas a esse fim. Sim, eu hidrato ele o suficiente. Não, ele não está ressecado. A maior parte das pessoas liga a falta de definição à falta de hidratação, mas acho que o que temos que aceitar é que cada cabelo e único e nem sempre todos formam cachos "perfeitos". O que importa é termos cabelos saudáveis, porque isso sim define a beleza dos fios, e não só a definição. Espero que eu mesma consiga aceitar isso e parar de brigar com meu crespinho com tanta frequência. hahaTudo de crespo pra todos, bjão. :D"Rosangela Jose
"Voltar a usar meu cabelo natural me trouxe uma consciência maior sobre mim, sem contara beleza que é, eu amo meu cabelo."
Tâmara Monteiro
"Precisei me perder por completo pra me fazer inteira de uma vez por todas. Hoje não sou uma desconhecida no espelho. Não mais! Hoje todas as curvas do meu pensamento me colorem por fora e por dentro. Pintam em letras bem grandes: sou livre!"Hosana Netto
"Meu cabelo me representa... Representa o que eu sou, o que eu vivo e o que eu defendo.
6 meses em transição e 9 meses de BC "
Elói Ferreira
"Minha moldura natural sua expressão às vezes é fora do normal."
João Pedro
"Eu encontrei minha identidade, ter esse cabelo e essa pele escura é um orgulho pra mim. Eu amo meu crespo."
Bruna de Paula
"Não fui ensinada a gostar do que eu via no espelho. Cheguei até aqui através de uma forte reflexão sobre minha identidade e hoje me sinto feliz por servir de exemplo pra outras meninas e mulheres pretas"Lucas Domingues
""Negro é tudo de bom! A pele é linda, os dentes são lindos, são fortes... Mas o cabelo.. É a unica coisa que tem de ruim!"Isso foi o que eu escutei de uma ex-colega de trabalho, logo retruquei ela e disse que ela estava equivocada, pois meu cabelo não é ruim. Ela ficou sem jeito de eu ter dito isso, e ela tentou se explicar dizendo "não é eu que digo, várias 'pessoas de cor'" que eu conheço reclamam disso. Tem tudo perfeito, menos o cabelo."
Esse tipo de colocação, é que me faz seguir cuidando e deixando meu cabelo crescer. A sociedade estereotipada que vivemos diz que negros tem usar cabelo raspado e negras cabelo alisado. Com as pessoas que converso, colegas e amigos da faculdade, tento esclarecer e deixar o máximo claro o quando me importo com o meu cabelo. Aos poucos estou definindo uma personalidade e me fazendo ser aceito. Hoje posso falar com certeza de que o meu cabelo tem muitos admiradores."
Curtiram?
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Beijos!
B.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Fábulas da realidade
Existiu aqui uma menina magrela cheia de medos
Existiu uma menina que nem sabia que existia
Que não se entendia
Sabia que preta era sua cor
Mas não sabia que fazia parte de um processo embranquecedor
Que lhe fez durante 20 anos achar comum querer ter um cabelo que não o seu
O que mais esse processo poderia lhe sugerir? Afinar o nariz com plástica? Passar cremes clareadores de pele e bloqueadores de melanina?
Não me lembro muito bem quando foi, mas um dia a menina resolveu dizer não
E foi incomodando o mundo mostrando uma imagem que não era agradável, tinham raízes de história sobressaindo a retidão processada a base de hidróxido de sódio...
Ela resistiu.
Um belo dia resolveu aniquilar aquela extensão que não representava o que estava vindo de dentro
O grito de suas raízes, de sua história
Naquele dia se iniciou um novo ciclo em sua vida
Um ciclo de segurança, de questionamento e de expressão de opinião
Ninguém mais via a menina apenas como uma magrela com medo de tudo
Ela tinha algo a mais, as pessoas paravam pra ouvir...
A menina tinha medos, mas agora falava deles abertamente, tinha resgatado tudo de si que estava escondido dentro dela própria. Tinha adquirido força e beleza, se sentia uma mulher.
Hoje a menina vive seus dias a desfrutar dos prazeres que é ser ela mesma em tempo integral.
Não se trata apenas de cabelo. Quando há reflexão, tudo em você muda. O mundo a sua volta muda. Experimente!
@bruna_depaulla
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domingo, 7 de abril de 2013
Rotina de cuidados: Cuidando do seu cabelo em casa.
Olá, algumas pessoas se sentem meio perdidas na hora de saber o que fazer para cuidar do cabelo em casa,quantas vezes por semana, como montar um cronograma de cuidado e quais produtos comprar. Por isso resolvi fazer essa postagem pra dar um help básico para o pessoal.
Para começar, precisamos entender algumas coisinhas:
Hidratação: reposição de água.
Os cremes a base de plantas e frutas, são os apropriados para essa fase do cronograma: jaborandi, aloe vera, mix de frutas...
Nutrição: reposição de nutrientes
Para essa fase o indicado são cremes a base de óleos e manteigas ou óleos e manteigas vegetais: manteiga de karité, manteiga de cupuaçu, óleo de coco, abacate...
Reconstrução: Consiste em reestruturar o fio repondo aqueles componentes que lhes são naturais, como colágeno, queratina...
Para essa fase o indicado são cremes que tenham na sua base queratina, arginina, colágeno...
"Entendi, Bruna... mas como vou organizar isso agora?"
Então crianças, eu costumava seguir essa rotina aqui:
Mas depois que eu comecei a entender mais o meu cabelo, tenho diminuído as nutrições da última semana, meu cabelo reage melhor as hidratações do que as nutrições.
"Mas, Bruna, eu não tenho tempo, tenho trabalho, faculdade, estágio, missa, culto, filhos, papagaio, viagens inter galáticas, não tenho tempo pra isso, não..."
Bom, na verdade nem eu. Foi aí que eu lendo atrás do pote das máscaras, eu percebi que muitas são aquelas hidratações de 5 minutos, o que foi de fato uma salvação. Quando estou sem tempo faço o processo todo no banho e vejo muito mais resultado do que via quando deixava a hidratação por 40 minutos na cabeça.
"E agora, shampoo, condicionador, máscara, que cê faz, hein, Bruna?"
Eu faço o seguinte: Lavo meu cabelo com uma máscara anti resíduos ou com um shampoo sem sulfato, depois com a cabeça limpa, faço a hidratação (ou nutrição ou reconstrução), e depois lavo com o condicionador.
Ps. A máscara anti resíduos só deve ser usada a cada 15 dias por quem tem cabelos ressecados.
Para secar, eu dou preferência por uma camisa de algodão pra tirar o excesso e deixo secar naturalmente. O atrito das toalhas de banho convencionais com os fios são ocasionadores de frizz .
O blá blá blá tá cansativo, gentem? Olha, na prática é bem mais simples, escrito parece bicho de 7 cabeças, mas não é. Que tal um pouco de ilustração pra descansar um pouco da leitura cansativa?
Eu uso como máscara de hidratação esse creme da kanechon de abacate.
Meu crespinho ama esse creme, às vezes misturo uma colher de açúcar, sinto que o cabelo fica com uma definição bacana.
Para nutrição, no momento não estou usando uma máscara específica, tenho feito umectação com mel e óleo de coco. Mas vou indicar essa máscara da haskel.
E finalmente reconstrução:
Minha máscara anti resíduos (que eu uso para lavar o cabelo de 15 em 15 dias) é essa aqui:
E o condicionador lindo, fofo, cheiroso e que eu amo tanto que uso até como leave in é esse (que infelizmente sairá de linha =/ )
Às vezes eu uso o yamasterol como condicionador.
Todos os produtos listados não contém petrolatum, parafina líquida ou óleo mineral em sua composição. Esses componentes sobrecarregam os fios e a longo prazo podem não ser saudáveis ao cabelo. Eu particularmente prefiro evitá-los, mas tem muitas meninas que usam cremes com esses componentes e não tem do reclamar.
Ps: Todas essas informações eu fui adquirindo em pesquisas em grupos sobre cabelos cacheados e crespos, blogs, vídeos do youtube e experiências pessoais.
Espero poder ter ajudado do vocês.
Para começar, precisamos entender algumas coisinhas:
Hidratação: reposição de água.
Os cremes a base de plantas e frutas, são os apropriados para essa fase do cronograma: jaborandi, aloe vera, mix de frutas...
Nutrição: reposição de nutrientes
Para essa fase o indicado são cremes a base de óleos e manteigas ou óleos e manteigas vegetais: manteiga de karité, manteiga de cupuaçu, óleo de coco, abacate...
Reconstrução: Consiste em reestruturar o fio repondo aqueles componentes que lhes são naturais, como colágeno, queratina...
Para essa fase o indicado são cremes que tenham na sua base queratina, arginina, colágeno...
"Entendi, Bruna... mas como vou organizar isso agora?"
Então crianças, eu costumava seguir essa rotina aqui:
Mas depois que eu comecei a entender mais o meu cabelo, tenho diminuído as nutrições da última semana, meu cabelo reage melhor as hidratações do que as nutrições.
"Mas, Bruna, eu não tenho tempo, tenho trabalho, faculdade, estágio, missa, culto, filhos, papagaio, viagens inter galáticas, não tenho tempo pra isso, não..."
Bom, na verdade nem eu. Foi aí que eu lendo atrás do pote das máscaras, eu percebi que muitas são aquelas hidratações de 5 minutos, o que foi de fato uma salvação. Quando estou sem tempo faço o processo todo no banho e vejo muito mais resultado do que via quando deixava a hidratação por 40 minutos na cabeça.
"E agora, shampoo, condicionador, máscara, que cê faz, hein, Bruna?"
Eu faço o seguinte: Lavo meu cabelo com uma máscara anti resíduos ou com um shampoo sem sulfato, depois com a cabeça limpa, faço a hidratação (ou nutrição ou reconstrução), e depois lavo com o condicionador.
Ps. A máscara anti resíduos só deve ser usada a cada 15 dias por quem tem cabelos ressecados.
Para secar, eu dou preferência por uma camisa de algodão pra tirar o excesso e deixo secar naturalmente. O atrito das toalhas de banho convencionais com os fios são ocasionadores de frizz .
O blá blá blá tá cansativo, gentem? Olha, na prática é bem mais simples, escrito parece bicho de 7 cabeças, mas não é. Que tal um pouco de ilustração pra descansar um pouco da leitura cansativa?
Eu uso como máscara de hidratação esse creme da kanechon de abacate.
Meu crespinho ama esse creme, às vezes misturo uma colher de açúcar, sinto que o cabelo fica com uma definição bacana.
Para nutrição, no momento não estou usando uma máscara específica, tenho feito umectação com mel e óleo de coco. Mas vou indicar essa máscara da haskel.
E finalmente reconstrução:
Minha máscara anti resíduos (que eu uso para lavar o cabelo de 15 em 15 dias) é essa aqui:
| O cheirinho de bala de hortelã é apaixonante... |
E o condicionador lindo, fofo, cheiroso e que eu amo tanto que uso até como leave in é esse (que infelizmente sairá de linha =/ )
![]() |
| Quem achar e quiser mandar de presente para humilde blogueira que vos escreve,tô aceitando... |
Às vezes eu uso o yamasterol como condicionador.
![]() |
| Yasmasterol pra condicionar, pra finalizar, pra borrifar... só não serve pra comer! |
Acho que meus cuidadinhos estão surtindo um bom efeito para o crescimento saudável do meu crespo amado.
Ps: Todas essas informações eu fui adquirindo em pesquisas em grupos sobre cabelos cacheados e crespos, blogs, vídeos do youtube e experiências pessoais.
Espero poder ter ajudado do vocês.
Fiquem com Deus, beijos da Bru.
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domingo, 30 de dezembro de 2012
Uma história que ninguém nunca contou.
Eu nem sei por onde começar, mas em 2010 eu comecei a usar trança, estilo nagô e me apaixonei...
Depois disso, toda vez que eu tirava as tranças e fazia chapinha, eu não me sentia eu, eu me via como mais uma negra de cabelo alisado na multidão e foi aí que eu resolvi fazer permanente pra ter cabelos cacheados.
![]() |
| Tinha dias que o cabelo permanentado cacheava bem, mas isso aconteceu pouquíssimas vezes. |
Fazia, ele cacheava a base de muito amassamento com creme de pentear, aquela ainda não era eu, então voltava sempre pras tranças (que eu amo).
Até que fui apresentada a um grupo do facebook chamado: Amigas Cacheadas pela minha amiga Hosana Netto, e fiquei esperando que lá eu fosse arrumar uma solução definitiva que iria cachear meus cabelos, química, chá, remédio ou macumba, algo iria me ajudar. Quando cheguei lá eu vi que era um grupo que incentivava a libertação das químicas transformadoras e aí que eu tomei a decisão de entrar em transição... Desde novembro eu vinha lutando contra as duas texturas que estavam no meu cabelo, a parte relaxada e a parte natural crescida pedindo pra viver.
![]() |
| Aqui a raiz já tinha crescido e eu estava quase ficando com uma tendinite de tanto amassar a parte alisada |
Desde então muita gente me questionou, se eu não iria mais usar químicas e eu estava decidida, tinha aprendido a cuidar e amar o meu cabelo crespo.
Diante de toda a caminhada eu percebi que isso não era uma decisão pessoal, era uma decisão política, tinha a ver com a falta de reconhecimento étnico, eu uso químicas desde os 6 anos de idade, não sabia como era meu cabelo natural, nunca me foi dada essa alternativa, como se eu usar o meu cabelo fosse algum tipo de crime.Ninguém nunca me disse que eu tinha esse direito, direito de ser eu mesma. Eu tive que passar por uma profunda fase de aceitação, aceitar que eu era crespa e aceitar que meu crespo é um 4C, daquele que tem cachinhos bem apertadinhos. Não foi uma luta fácil, mas hoje pela manhã eu senti necessidade de me livrar daquelas duas texturas, então fui ao salão e mandei tirar, tirar tudo. A cabeleireira estava decepcionada, mas aquela era minha decisão, eu senti medo,mas eu precisava fazer aquilo. Agora eu tenho um cabelo 100% natural, não sei até quando, mas hoje foi o que eu achei ser o melhor pra mim. Eu sou expressão maravilhosa do que Deus sonhou, essa decisão não foi só por mim, não foi só uma mudança capilar, foi uma mudança de postura, foi minha contribuição para as crespas que vão nascer ou para aquelas que um dia possam pensar em se libertar. Sempre nos foi dito que não poderíamos ser do jeito que a gente nasceu, nunca foi uma escolha nossa, nós quase nunca representamos o belo, é preciso mudar isso..
![]() |
| Fim da transição, fiz meu big chop 28/12/12 |
As pessoas na minha família estão falando que é muita coragem, mas eu acho tão estranho isso de ter que ser corajoso pra ser quem você realmente é. Crescemos acreditando que é errado ser da maneira que somos e nos adaptamos a isso, alguns de nós nunca vai conseguir mudar essa mentalidade. O meu desejo é que quem conseguiu levante essa bandeira e dê ao mundo o seu recado.
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