domingo, 7 de abril de 2013

Rotina de cuidados: Cuidando do seu cabelo em casa.

Olá, algumas pessoas se sentem meio perdidas na hora de saber o que fazer para cuidar do cabelo em casa,quantas vezes por semana, como montar um cronograma de cuidado e quais produtos comprar. Por isso resolvi fazer essa postagem pra dar um help básico para o pessoal.

Para começar, precisamos entender algumas coisinhas:

Hidratação: reposição de água.

Os cremes a base de plantas e frutas, são os apropriados para essa fase do cronograma:  jaborandi, aloe vera, mix de frutas...

Nutrição: reposição de nutrientes

Para essa fase o indicado são cremes a base de óleos e manteigas ou óleos e manteigas vegetais: manteiga de karité, manteiga de cupuaçu, óleo de coco, abacate...

Reconstrução: Consiste em reestruturar o fio repondo aqueles componentes que lhes são naturais, como colágeno, queratina...

Para essa fase o indicado são cremes que tenham na sua base queratina, arginina, colágeno...

"Entendi, Bruna... mas como vou organizar isso agora?"
Então crianças, eu costumava seguir essa rotina aqui:


Mas depois que eu comecei a entender mais o meu cabelo, tenho diminuído as nutrições da última semana, meu cabelo reage melhor as hidratações do que as nutrições.

"Mas, Bruna, eu não tenho tempo, tenho trabalho, faculdade, estágio, missa, culto, filhos, papagaio, viagens inter galáticas, não tenho tempo pra isso, não..."

Bom, na verdade nem eu. Foi aí que eu lendo atrás do pote das máscaras, eu percebi que muitas são aquelas hidratações de 5 minutos, o que foi de fato uma salvação. Quando estou sem tempo faço o processo todo no banho e vejo muito mais resultado do que via quando deixava a hidratação por 40 minutos na cabeça.

"E agora, shampoo, condicionador, máscara, que cê faz, hein, Bruna?"

Eu faço o seguinte: Lavo meu cabelo com uma máscara anti resíduos ou com um shampoo sem sulfato, depois com a cabeça limpa, faço a hidratação (ou nutrição ou reconstrução), e depois lavo com o condicionador.

Ps. A máscara anti resíduos só deve ser usada a cada 15 dias por quem tem cabelos ressecados.


Para secar, eu dou preferência por uma camisa de algodão pra tirar o excesso e deixo secar naturalmente. O atrito das toalhas de banho convencionais com os fios são ocasionadores de frizz .

O blá blá blá tá cansativo, gentem? Olha, na prática é bem mais simples, escrito parece bicho de 7 cabeças, mas não é. Que tal um pouco de ilustração pra descansar um pouco da leitura cansativa?


Eu uso como máscara de hidratação esse creme da kanechon de abacate.




Meu crespinho ama esse creme, às vezes misturo uma colher de açúcar, sinto que o cabelo fica com uma definição bacana.



Para nutrição, no momento não estou usando uma máscara específica, tenho feito umectação com mel e óleo de coco.  Mas vou indicar essa máscara da haskel.

                                                           



E finalmente reconstrução:



Minha máscara anti resíduos (que eu uso para lavar o cabelo de 15 em 15 dias) é essa aqui:

O cheirinho de bala de hortelã é apaixonante... 



E o condicionador lindo, fofo, cheiroso e que eu amo tanto que uso até como leave in é esse (que infelizmente sairá de linha =/ )

Quem achar e quiser mandar de presente para humilde blogueira que vos escreve,tô aceitando...



Às vezes eu uso o yamasterol como condicionador.

Yasmasterol pra condicionar, pra finalizar, pra borrifar... só não serve pra comer!


Todos os produtos listados não contém petrolatum, parafina líquida ou óleo mineral em sua composição. Esses componentes sobrecarregam os fios e a longo prazo podem não ser saudáveis ao cabelo. Eu particularmente prefiro evitá-los, mas tem muitas meninas que usam cremes com esses componentes e não tem do reclamar.

Acho que meus cuidadinhos estão surtindo um bom efeito para o crescimento saudável do meu crespo amado.


Ps: Todas essas informações eu fui adquirindo em pesquisas em grupos sobre cabelos cacheados e crespos, blogs, vídeos do youtube e experiências pessoais.



Espero poder ter ajudado do vocês.

Fiquem com Deus, beijos da Bru.


domingo, 30 de dezembro de 2012

Uma história que ninguém nunca contou.


Eu nem sei por onde começar, mas em 2010 eu comecei a usar trança, estilo nagô e me apaixonei... 



Depois disso, toda vez que eu tirava as tranças e fazia chapinha, eu não me sentia eu, eu me via como mais uma negra de cabelo alisado na multidão e foi aí que eu resolvi fazer permanente pra ter cabelos cacheados. 
Tinha dias que o cabelo permanentado cacheava bem, mas isso aconteceu pouquíssimas vezes.

Fazia, ele cacheava a base de muito amassamento com creme de pentear, aquela ainda não era eu, então voltava sempre pras tranças (que eu amo). 
Até que fui apresentada a um grupo do facebook chamado: Amigas Cacheadas pela minha amiga Hosana Netto, e fiquei esperando que lá eu fosse arrumar uma solução definitiva que iria cachear meus cabelos, química, chá, remédio ou macumba, algo iria me ajudar. Quando cheguei lá eu vi que era um grupo que incentivava a libertação das químicas transformadoras e aí que eu tomei a decisão de entrar em transição... Desde novembro eu vinha lutando contra as duas texturas que estavam no meu cabelo, a parte relaxada e a parte natural crescida pedindo pra viver. 
Aqui a raiz já tinha crescido e eu estava quase ficando com uma tendinite de tanto amassar a parte alisada


Desde então muita gente me questionou, se eu não iria mais usar químicas e eu estava decidida, tinha aprendido a cuidar e amar o meu cabelo crespo.
Diante de toda a caminhada eu percebi que isso não era uma decisão pessoal, era uma decisão política, tinha a ver com a falta de reconhecimento étnico, eu uso químicas desde os 6 anos de idade, não sabia como era meu cabelo natural, nunca me foi dada essa alternativa, como se eu usar o meu cabelo fosse algum tipo de crime.Ninguém nunca me disse que eu tinha esse direito, direito de ser eu mesma. Eu tive que passar por uma profunda fase de aceitação, aceitar que eu era crespa e aceitar que meu crespo é um 4C, daquele que tem cachinhos bem apertadinhos. Não foi uma luta fácil, mas hoje pela manhã eu senti necessidade de me livrar daquelas duas texturas, então fui ao salão e mandei tirar, tirar tudo. A cabeleireira estava decepcionada, mas aquela era minha decisão, eu senti medo,mas eu precisava fazer aquilo. Agora eu tenho um cabelo 100% natural, não sei até quando, mas hoje foi o que eu achei ser o melhor pra mim. Eu sou expressão maravilhosa do que Deus sonhou, essa decisão não foi só por mim, não foi só uma mudança capilar, foi uma mudança de postura, foi minha contribuição para as crespas que vão nascer ou para aquelas que um dia possam pensar em se libertar. Sempre nos foi dito que não poderíamos ser do jeito que a gente nasceu, nunca foi uma escolha nossa, nós quase nunca representamos o belo, é preciso mudar isso..

Fim da transição, fiz meu big chop 28/12/12

As pessoas na minha família estão falando que é muita coragem, mas eu acho tão estranho isso de ter que ser corajoso pra ser quem você realmente é. Crescemos acreditando que é errado ser da maneira que somos e nos adaptamos a isso, alguns de nós nunca vai conseguir mudar essa mentalidade. O meu desejo é que quem conseguiu levante essa bandeira e dê ao mundo o seu recado.




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tão blasé...


Com seu café na mão
No starbucks, foto pro instagram
Com seu xadrez popularizado
Lá vai mais um hipster
Um blasé forçado
Tenta ser preto e branco
Finge de invisível pra se destacar
Ele até gosta de música
Mas tem que ser música que você nunca ouviu falar
Lá vai o blasé, café na mão
De boina na cabeça
Um clique para o chão
Mas no instagram, faz edição
E tudo vira poesia...

Por: @bruna_depaulla

terça-feira, 27 de março de 2012

Tomates e a grande diferença entre opinião e discriminação

Eu não gosto de tomate. Desculpas a todos aqueles que apreciam esse fruto, mas eu não gosto. O sabor não me agrada, a consistência me deixa enjoado. Convivo bem com pessoas que gostam de tomate, entendendo que pessoas são diferentes e tem gostos diversos.
             Bem, eu tenho a opinião de que tomates não são alimentos gostosos. É algo que serve para mim, para meu paladar.
              Agora você imagine que, num determinado momento, eu passe a acreditar que não é bom para ninguém comer tomates. Posso inclusive fazer uma pesquisa para achar alguma substância no tomate que faz mal para algo em nosso corpo e usar isso como argumento. Mesmo que essa tal substância tenha que ser ingerida em doses cavalares por dia para causar algum mal em longo prazo, que esse efeito não seja o mesmo devido ao metabolismo de cada um e mesmo assim sem base concreta para essa afirmação. O fato, para mim, é: tomates não são bons.



            E não somente passo a achar isso, mas passo a pregar minha opinião, inclusive recriminando e discriminando pessoas que insistem em comer tomates. Se mesmo após todas as evidências (ainda que duvidosas) que eu apresentei, a pessoa permanece comendo tomates, ela vai merecer o câncer no pâncreas (esqueci de dizer que esse é o efeito da ingestão de tomates apontado na minha pesquisa). Eu passo a desejar que eles tenham câncer para, quem sabe, bater arrependimento e deixarem de comer tomates. Essas pessoas passam a ser uma má influência! Elas estarão estimulando pessoas a comerem tomates. Elas devem ser, então, exterminadas.
            Eu então proíbo que se tenha qualquer material que fale sobre tomates nas escolas. Proíbo pessoas que comem tomates de se casarem, pois essa união gerará uma nova geração de pessoas que comem tomates, mesmo que nada prove que essa influencia pode acontecer, seja genética ou psicológica. Acredito que se deva baixar o porrete nessa gente, pois é óbvio que elas só comem tomate para ir contra ao que é certo! Não me importo que elas sejam expulsas de casa, da escola, que não consigam colocação no trabalho, ou mesmo que sejam mortas em ataques motivados por discriminação. Elas pediram isso. Quando elas lutam pelos seus direitos eu as ataco, e acredito que estou sendo vítima de preconceito por apenas querer expor minha opinião! Desenvolvo curas para que deixem de comer tomates, para que sejam normais como eu. E quero fazer isso livremente, pois estamos em um país livre onde todos tem liberdade de expressão. Não me importa que meu discurso possa vir a trazer ainda mais mortes, sofrimento, discriminação. O direito a opinião é sagrado.

            Acordando dessa viagem, alguém notou alguma similaridade com algo que vivemos? Então, para esclarecer: opinião foi até o ponto onde eu disse que tomates não servem para o meu paladar. Depois disso, passou a ser discriminação. E é dever do Estado, segundo a constituição, garantir a igualdade aos cidadãos e o combate a qualquer forma de discriminação.

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Por Daniel Vieira



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cultura não é bem isso que você pensa


Pra você o que é cultura? É ouvir música clássica? É ler Machado de Assis? É entender quadros de arte abstrata?
Todos os dias julgamos os costumes dos outros usando o nosso olhar do que para nós é aceitável, sem nos importar em nenhum momento com a história que levou tal indivíduo a ser quem ele é. Nos preocupamos em rotular com o nosso olhar superficial e muitas vezes cometemos o equivoco em dizer que tal coisa ou tal pessoa "não tem cultura". Mas peraí, e conjunto de tradições e costumes adquiridos por essa pessoa, é chamado de quê? Por que costumamos achar que a maneira em que vivemos é a mais apropriada a todos?
Eu particularmente gosto de ler infanto-juvenil e outros livros água-com-açúcar e já fui questionada por colegas da faculdade por isso, sendo pelo que eu percebo essas pessoas sequer leêm livros por prazer,só leêm algo quando acham que aquilo irá aumentar sua bagagem acadêmica... Mas isso já é outra história.
Mas o ponto que quero chegar é, que nossa visão sobre o outro e o julgamento que nós fazemos, muitas vezes nos leva ao preconceito e geram essas séries de mazelas que assolam nossa sociedade. Devemos procurar enxergar além daquilo que queremos ver e evitar opiniões de senso comum. Sim, funk é cultura, a periferia tem coisas boas, a favela não tem só traficante, e ser analfabeto não significa ser inculto. Esse conceito deturpardo de associar cultura a conhecimento formal e a escolaridade, é um problema,pois,sabedoria está ligada a aquisição de experiências.
Nos afastamos de conhecermos mundos diferentes do nosso, que podem vir a acrescentar muito, pelo menos pra saber falar com fundamento sobre algo que você conhece superficialmente ou que você ACHA que conhece.
Eu poderia evitar todo esse blá blá blá dizendo uma coisa muito simples: Andar pra frente é cultura, se fosse costume da nossa sociedade andar pra trás, andar pra trás seria cultura...
Não existe lugar ou pessoa sem cultura, existe cultura diferente da nossa. Pense nisso

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Música de velho

Percebo o quanto estou envelhecendo (pois é, e só tenho 20 anos) quando converso sobre gostos musicais com  meus amigos. É sempre a mesma esculhambação "aah, mas você ouve JB FM".
E quando me perguntam sobre o que eu gosto de ouvir, eu quase nunca sei responder, até porque quando respondo sempre ouço um "O QUE É ISSO?".
Enfim, eu poderia fazer um post falando das bandas "desconhecidas" que eu gosto de ouvir, mas hoje vou dedicar esse espaço as minhas velharias, minha buginganga musical que eu adoro. E vivo a me perguntar: Por que não fazem mais músicas assim?
Era tão legal quando pra se fazer música, tinha que saber cantar e não tinha esse lance de auto-tune.Isso sem falar nos agudos incríveis, as subidas dos instrumentos, pois é, caríssimos... não tem mais nada igual. Bom, quem não entendeu o que eu tô falando, vai ouvir.


Essa música dispensa comentários... tem todos os elementos que eu gosto em uma música, subida emocionante, agudo,letra... é Whitney !


Cortinas, portas que batem, pombos e rapazes com lanternas nos olhos (sem falar nas castanholas). Tá esquisito,tá esquizofrênico, tá Bonnie Tyler.


Indiscritível.



Confesso que prefiro a Dancing Queen, mas se é Abba sempre tem um lugar no meu coração.Sempre vejo brilhinhos nesse tipo de música. Here I go again!

Coloquei o Chicago aqui porque senão a lista ia ficar feminina demais... E não falta nessa música todos esses elementos que me faz amar as músicas antigas, fora o tom de dor de cotovelo...





Se você tá se sentindo triste, não tem problema, coloque essa pra tocar e chore até não poder mais...Essa aí é pro dia da deprê ou pra embalar aqueeele romance. Linda demais.

Por: @bruna_depaulla